Café com a Oficina: Galinhas da pradaria ajudando a desburocratização

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As belas galinhas da pradaria são aves nativas da América do Norte, mas a perda de habitat para atividades humanas causou um grande declínio na sua população e sua quase extinção. Porém, devido a esforços e organização de grupos de conservação, aos poucos o número destas aves vem aumentando.

Nos Estados Unidos, nas grandes planícies onde estão essas aves, este cuidado conservacionista com as galinhas da pradaria acabou por implicar em enorme burocracia e muito tempo despendido para a implantação de turbinas eólicas, pois poderiam causar ruptura no processo de crescimento da população destas aves, por interferirem em seus locais de ninho ou de alimentação.

Os próprios interessados nas galinhas ajudaram a melhorar enormemente o processo de instalação das turbinas eólicas, pois perceberam que estariam também contribuindo para um planeta que gera energia mais limpa. Para isso, grupos de conservação criaram um sistema informatizado que mapeia as áreas sensíveis e aprova imediatamente a instalação das turbinas eólicas em local que não traz prejuízo às galinhas da pradaria. O tempo de análise que era de seis meses caiu para zero.

É possível e necessário reunir esforços e saberes de ambientalistas e empresários para que os avanços aconteçam no ritmo que o planeta terra e seus habitantes estão precisando.

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Polinizando ideias: A Bauhaus e a “arte utilizável” 

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Até o início do século XX, o mundo ocidental fazia uma clara divisão entre as belas artes (tais como a pintura e a escultura) consideradas de nível superior, das artes artesanais e das artes aplicadas a objetos (como a cerâmica, a tecelagem e a marcenaria), que eram consideradas de nível inferior. A escola Bauhaus, fundada em 1925 por Walter Gropius (1883-1969) na cidade de Dessau, Alemanha transformou esta ideia e integrou estas artes, fazendo surgir o moderno conceito de design.

A Bauhaus  seguia o preceito da funcionalidade racional de objetos e das formas habitáveis, usando o lema “A forma segue a função”, o que significa que a forma deve estar a serviço da funcionalidade do objeto ou do espaço e não do capricho pessoal ou de tradições históricas.

O uso de novos materiais pré-fabricados e móveis em aço, sempre funcionais foi uma marca da Bauhaus, que trazia em seus projetos o simples, a geometrização das formas e o predomínio de linhas retas. As paredes deveriam ser lisas, geralmente brancas, abolindo a decoração, que era vista como burguesa. Utilizavam cores neutras como bege, cinza e preto na composição de ambientes. As coberturas das edificações eram planas, transformadas em terraços quando possível. Fachadas possuíam linhas horizontais, sendo frequentemente fechadas em vidro. As janelas eram amplas e havia uma tendência de abolir paredes internas.

O que a Bauhaus queria e realizou, apesar da vida turbulenta de perseguições em meio às duas grandes guerras, era concretizar uma arquitetura moderna que, como a natureza humana, abrangesse a vida em sua totalidade. Seu trabalho se concentrava principalmente em impedir a escravização do homem pela máquina, desenvolvendo objetos e construções que buscavam eliminar as desvantagens da máquina, sem sacrificar nenhuma de suas vantagens reais.

Assim, a arte, que na época era vista como algo reservado para os ricos, algo separado do dia-a-dia, se integrou à vida cotidiana, servindo ao bem comum. Trouxeram a criatividade para a produção em massa, a estética para a funcionalidade. A criatividade virou o meio através do qual a sociedade poderia moldar uma nova realidade.

Suas ideias influenciaram o mundo e chegaram a nossos dias, no design de objetos como os da Apple, em cidades como Brasília, em cadeiras como a Barcelona e em todo o design contemporâneo.

O que movia a Bauhaus era a ideia de que as artes poderiam melhorar significativamente a vida das pessoas e essa ideia, felizmente, é influente até hoje, inclusive em muitos ambientes de trabalho que buscam a arte e o conforto do mobiliário como aliados ao necessário bem estar do trabalhador.

Para saber mais: http://goo.gl/Uw4ZmU

Arte sobre foto: Luminária Christian Dell, Kaiser Idell Model 6631 Luxus

Polinizando ideias: A boa saúde no contato com a arte

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A busca pela saúde é um dos temas que mais tem interessado os seres humanos. Uma relação já ficou bastante clara há mais de um século: a saúde mental interfere na saúde física de maneira direta e indireta. Doenças aparecem no corpo quando a mente não anda bem. Felizmente, o contrário também é verdadeiro e uma mente estimulada traz benefícios diretos ao corpo.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Berkeley na Califórnia, EUA, constatou o que empiricamente muitos já consideravam como certo: entrar em contato com obras de arte faz bem à saúde. Constataram que se impressionar com um quadro, por exemplo, pode fazer tanto efeito sobre o corpo quanto uma série de exercícios na academia. É uma ação anti-inflamatória que também é conseguida pela observação da natureza.

Nosso convite hoje é que você observe e mergulhe nesta pintura que se intitula The Big Fish, do pintor Julio Larraz, nascido em Cuba em 1944, hoje residente em Washington-EUA.

Observe os azuis, os brancos e todas as cores e nuances que puder identificar. Analise os contrastes, os movimentos.

Mergulhe e observe o grande peixe, imagine suas intenções. Sinta o peso dos remos. Imagine a maravilhosa árvore que possibilitou a existência deste barco. Crie sua história para o solitário pescador. Quem é? Onde está? O que faz e o que quer da vida? Quais sensações estão registradas nesta tela? Quais emoções esta viagem por essa obra provoca em você?

Deixar-se maravilhar é cuidar da sua saúde física e mental.

A visita a um museu, a uma galeria de arte, a leitura de um livro, o contato com a música e todo o tipo de obrar de arte que lhe inspira pode fazer uma grande diferença na sua capacidade de criar. Experimente.
Para saber mais sobre a pesquisa: http://news.berkeley.edu/2015/02/02/anti-inflammatory/

Para saber mais sobre Julio Larraz: http://juliolarraz.com/

Café com a Oficina: O trabalho da liberdade.

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Enquanto o Brasil tem um índice de reincidência no crime em torno de 70%, o presídio Professor Jacy de Assis, localizado na cidade mineira de Uberlândia tem um índice de reincidência no crime de 1% em uma parte específica dos presidiários.

Esta diferença esplendorosa tem uma explicação clara: estes presos trabalham. Uma parte deles produz alimentos em uma horta construída pelos próprios detentos.

São colhidas mensalmente pelos presidiários cerca de 400 caixas de hortaliças, tais como alface, repolho, rúcula, couve, pepino, brócolis, mostarda, temperos e algumas frutas. Os agentes penitenciários coordenam o trabalho, que tem cuidado ambiental captando a água das chuvas para irrigar o canteiro de mudas. Os alimentos são vendidos à empresa que fornece refeições ao presídio e a produção é utilizada na alimentação diária dos internos.

Outras atividades produtivas são realizadas por presidiários que realizam trabalhos internos e externos em costura, limpeza, manutenção e obras.

Os presos que trabalham recebem salário e redução de pena e, acima de tudo, uma possibilidade de ser útil, de aumentar sua autoestima, de ver um sentido para a sua vida.

A reflexão que esse caso possibilita é sobre a força transformadora que pode ter um trabalho decente. E se esse é um dos grandes benefícios do trabalho, é preciso que as empresas, seus gestores e todos que delas façam parte construam ambientes, produtos e métodos produtivos que apoiem o desenvolvimento de cada um e que esses também sejam trabalhos libertadores das forças que construirão um futuro melhor para todos.

Café com a Oficina: Integridade vale a pena

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O ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava Jato da polícia federal, disse em entrevista ao jornalista Mário César Carvalho: “Virei um leproso. Esse foi um ano de lepra. As pessoas fugiam de mim e continuam fugindo…”.

Esse momento da história do Brasil demonstra ao vivo e em cores o quanto viver uma vida íntegra é o que no fim é realmente valorizado e não a superficialidade de ter a qualquer custo uma vida de aparências, com carros de luxo e roupas de grife usurpadas do outro.

É importante e bonito ver que as pessoas (a grande maioria delas pelo menos) percebem e valorizam o comportamento ético, correto. E é isso o que os torna claramente corruptos como que portadores de uma doença altamente contagiosa, de quem as demais querem se afastar, de quem ninguém se orgulha de ser amigo, filho, irmão, pai…

Cada pessoa enfrenta muitas situações durante a vida que a colocam frente à decisão: “Ganho dinheiro ilícito e tenho possibilidades de ter muitas e muitas coisas ou vivo de forma íntegra e tenho orgulho de mim mesmo?”. Esta é uma decisão individual, cada um escolhe seu caminho.

A certeza é que o caminho ético é, perante a sociedade, a família e a própria pessoa, aquele que não se tem vergonha de contar todos detalhes à luz do dia sem perder respeito.

Café com a Oficina: Ação e comprometimento

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Uma pausa para um bom café faz pensar sobre questões que só uma reflexão ou uma conversa estimulante podem ajudar a resolver. Neste nosso espaço de café, colocamos questões corriqueiras, mas que quando não tratadas podem-se tornar problemas chatos e graves. Neste nosso primeiro café com vocês, relataremos um caso de grande transformação, acompanhe e discuta conosco:

A Oficina de Liderança propôs a um grupo de gestores de vários departamentos que cada um deixasse de pensar nos seus próprios objetivos, metas, orçamento e, por 20 minutos, refletisse exclusivamente no que poderia fazer, de verdade, para outro departamento ser ainda mais bem sucedido em qualquer aspecto relevante mesmo que trouxesse algum impacto, desafio, dificuldade ao seu próprio departamento. Foi o caos instalado na sala. Eles sabiam que aquela era uma proposta, não uma determinação. Eles podiam dizer não. E disseram sim. A apresentação foi um show. Estavam longe de um discurso político. Eram COMPROMISSOS. Aquela diretoria foi muito diferente dali pra frente.