Café com: “Estudo do Desenvolvimento do Adulto”

Está na mesa o nosso primeiro Café com a Oficina de 2016. Um ano feliz e produtivo para todos!

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O “Estudo do Desenvolvimento do Adulto” realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, o mais extenso do gênero até hoje, acompanhou 724 pessoas durante os últimos 75 anos (isso mesmo, setenta e cinco anos!), desde que eram jovens em 1938 até o final da vida. O estudo se mantém com os 60% que ainda estão vivos (todos por volta de 90 anos) e com 2000 filhos destas pessoas que aceitaram continuar este impressionante acompanhamento. O objetivo deste estudo foi identificar o que é que faz as pessoas serem saudáveis e felizes.

Dois grupos de pessoas foram escolhidos para este estudo. O primeiro foi composto de então calouros da Universidade de Harvard e o segundo de rapazes de bairros pobres de Boston, oriundos de famílias problemáticas e desfavorecidas.

Quando iniciaram os estudos foi feito um questionário individual, exames médicos e entrevistas com os pais. Para continuidade, além de perguntas que são feitas a cada um sobre sua saúde, trabalho, vida doméstica a cada dois anos, são analisados também os seus exames e relatórios médicos e gravam conversas deles com a família sobre suas maiores preocupações.

Segundo o Diretor atual desta pesquisa, Robert Waldinger, as maiores conclusões que chegaram sobre este rico e completo estudo não foram sobre riqueza, fama ou trabalhar cada vez mais, mas sim que as boas relações são o que mantém as pessoas saudáveis e felizes. E sobre relações o estudo, destacou três pontos: 1-Relações sociais são boas para nós e a solidão mata. 2-Não basta o número de amigos que se têm ou o tempo de casamento ou amizade, mas sim a qualidade das relações íntimas. 3-As boas relações, além de protegerem o corpo, protegem o cérebro.

Em contraponto, pesquisaram também pessoas nascidas nos anos 80 e 90 sobre o que eles desejavam para seu futuro e a resposta de 80% deles foi “ficar rico” e de 50% “ficar famoso”.

A grande maioria das pessoas passa extenso tempo dentro de seus ambientes de trabalho. Muitas vezes as relações nestes ambientes são tóxicas, com pessoas competindo desenfreadamente para alcançar sucesso, dinheiro e fama. Infelizmente, o ser humano se acostuma a viver em um ambiente assim, que suga energia vital, saúde e criatividade.

Vale refletir sobre o que cada um anda fazendo para ter melhores relações, seja no trabalho seja na vida pessoal, para preservar a saúde física e mental e viver mais e melhor.

Para saber mais: http://goo.gl/e5omCQ

Café com a Oficina: O ridículo PRÉ-conceito

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É dever de todos os gestores (e de cada um de nós) serem vigilantes contra o PRÉ-conceito. O preconceito ocorre, quando previamente à ação, a pessoa é julgada por sua cor, sua orientação sexual, seu gênero, sua condição econômica, sua idade, sua altura, sua gordura, sua magreza, sua nacionalidade…

Inúmeros casos acontecem a cada dia e são tratados sem seriedade, causando dor, raiva ou desânimo aos discriminados.

Os programas humorísticos, de modo geral, ajudam a disseminar estes pensamentos discriminatórios, mas o ambiente de trabalho não deve ser conivente com estas atitudes, que inclusive devem se punidas segundo a lei. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) na Convenção n. 111 de 1958 (isso mesmo, há quase 60 anos), ratificada pelo Brasil em 1968, traz um conceito de discriminação especificamente nas relações de trabalho em seu art. 1º. Esta Convenção define discriminação como:

“[…] distinção, exclusão ou preferência fundada em raça, cor, sexo, religião, opinião política, ascendência nacional, origem social ou outra distinção, exclusão ou preferência especificada pelo Estado-Membro interessado, qualquer que seja sua origem jurídica ou prática e que tenha por fim anular ou alterar a igualdade de oportunidades ou de tratamento no emprego ou profissão”.

Não tenha dúvida que a postura discriminatória, mesmo a dissimulada, altera a igualdade de oportunidades e priva ou dificulta pessoas talentosas de exprimirem e serem reconhecidas por seu real potencial.

Algumas poucas empresas têm tomado atitude séria para prevenir e punir as ações discriminatórias, mas ainda estamos muito longe de um ambiente de trabalho justo para a grande maioria dos brasileiros.

Olhe no espelho e reflita se você tem sido discriminado. Se sim, busque seus direitos sem agressividade desnecessária e sem se confundir com o agressor. Muna-se da legislação e de fatos e dados concretos que o ajudem a mudar a atitude das pessoas e a minimizar a injustiça contra você e contra muitas outras pessoas.

Olhe no espelho e reflita se você tem sido preconceituoso. Se sim, mude (sim, é possível) e você se sentirá uma pessoa muito melhor do que você mesmo era até ontem. Com isso, fará diferença para muitas pessoas e para o resultado de sua empresa e deste abatido país.