Café com a Oficina: As diferentes formas de uma mesma emoção

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Cuidado genuíno é aquela ação que brota do coração. Muitas empresas vêm procurando demonstrar atitudes que as alinhem com a diversidade, mas poucas conseguem transmitir a necessária verdade para emocionar não apenas o público ao qual se direciona a ação, mas a todos que têm a oportunidade de vê-la.

A equipe do Corinthians promoveu uma atividade com o patrocínio da Alcatel e que merece ser vista sem que estraguemos a surpresa:

Conseguir emocionar seus públicos internos e externos é um desafio constante, que só consegue sucesso quando tem base no respeito, na verdade e na leveza.

Polinizando ideias: Niketche, uma história de poligamia

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Este livro, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, tem o poder de descrever, de forma atraente e sem rodeios, a cultura moçambicana principalmente no que se aplica ao modus vivendi das mulheres.

Em uma história que poderia ser baseada em fatos reais, ela desenha com todas as fortes cores moçambicanas, o cenário de penúria, dor, abandono e desprezo comuns ao cotidano feminino de algumas regiões de moçambique.

Mostra também, o quanto as mulheres da região norte do país, pertencentes ao povo Macua são completamente diferentes. São poderosas, dominam o regime de relação, que é matriarcal e sabem muito bem o que querem e como querem.

Caminhar pelo enredo desta história, tão diferente e tão igual ao cotidiano de muitos homens e mulheres de outras partes do mundo, faz pensar sobre o quanto a passividade, ou seja, a incapacidade de perceber e defender os próprios direitos, ajuda a construir mazelas e infelicidade mundo afora. Além de fazer refletir sobre a tão “moderna” questão da diversidade que afeta todas as relações, dentro e fora das organizações.

Livro: Niketche, uma história de poligamia
Autora: Paulina Chiziane
Editora: Companhia das Letras

Café com: O diálogo merece o Nobel e também a sua paz

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O Prêmio Nobel da Paz de 2015 foi conferido ao “Quarteto do Diálogo Nacional Tunisiano”, formado em 2013 por 4 organizações: a UGTT (União Geral Tunisiana do Trabalho), que é um sindicato histórico da Tunísia e símbolo da independência, a UTICA (União Tunisiana da Indústria, do Comércio e do Artesanato) que é uma organização patronal, a ONAT (Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia) e pela LTDH (Liga Tunisiana de Direitos Humanos).

O quarteto recebeu o Nobel “por sua contribuição decisiva à construção de uma democracia pluralista”, segundo o comitê Nobel norueguês, que afirmou que o quarteto “estabeleceu uma alternativa, um processo político pacífico em um período no qual o país estava à beira de uma guerra civil” e foi “instrumental ao permitir que a Tunísia, em um espaço de alguns anos, estabelecesse um sistema de governo constitucional”.

Se comparamos a Tunísia com a situação de alguns países vizinhos como a Síria, a Líbia, o Egito, podemos analisar a relevância da ação do Quarteto. Por meio de ousado diálogo, conseguiram iniciar o caminho para a democratização do país e sair da dura realidade de confrontos ferozes e lutas pelo poder cheias de violência odiosa. Com essa coalizão conseguiram aprovação de 93% da Assembleia Constituinte eleita pelo próprio povo para a nova constituição, que é uma das mais modernas do mundo. Eles têm muitos e enormes desafios pela frente, mas conseguiram uma força invejável para enfrentá-los.

Trazendo esse assunto para as organizações, é muito difícil passar pela vida de trabalho sem perceber ou participar de desavenças, disputas entre áreas ou pessoas, ódios, rivalidades. Visto com algum distanciamento, este cenário organizacional pode parecer ridículo. O exemplo do premiado Quarteto Tunisiano é uma luz sobre a força do diálogo e da transformação.

A vida só tem sentido, se o que fazemos traz desenvolvimento real para as pessoas, para a sociedade e para o meio ambiente e o único caminho para isso é o diálogo, mesmo e principalmente, com pessoas que pensam muito diferente.

Viver o valor respeito faz com que o diálogo seja mais natural, produtivo e motivo para orgulho. Experimente ser ousado e conquistar aliados onde antes havia inimigos. Mesmo que nem tudo sejam flores, é uma iniciativa que trará muitos ganhos a todos. Comece pelos pontos em comum e avance sem levantar barreiras, e sim procurando alcançar o que realmente importa. É bom começar então por definir, em conjunto composto por forças opostas que se tornam complementares, o que é que realmente importa.

Bom diálogo, boa vida!