Café com a Oficina: Cobrando metas a pauladas 

pauladas

Um gerente chinês virou manchete nos últimos dias e provocou a demissão de dois diretores, após um vídeo ter circulado na internet mostrando a forma como puniam os funcionários que não atingiam as metas impostas pelo banco: com pauladas nas pernas.

A cena faz pensar em quanto às relações de trabalho ainda estão muito grosseiras, pois se a maioria das empresas não castiga fisicamente seus colaboradores, alguns gestores o fazem de várias outras formas:

– Desprezando trabalhos previamente solicitados, sem ao menos avaliá-los.
– Colocando pessoas com desempenho diferente do esperado em situação vexatória.
– Sendo injusto nas avaliações, por incompetência, preguiça ou por colocar as pessoas na última de suas prioridades.
– Jogando as pessoas nas tarefas, sem o mínimo preparo para isso.
– Sendo competitivo de forma predatória com seus pares e obrigando o mesmo comportamento de sua equipe.
– Tendo medo da concorrência que está abaixo dele e, por isso, impedindo as pessoas de crescer.
– Endeusando-se e dificultando o acesso, apenas por que está em um cargo de direção ou gerência.

Esta lista infelizmente ainda tem outros tantos comportamentos agressivos e tão ou mais doloridos que pauladas. Pena que não sejam tão visíveis. Pena que algumas pessoas suportam os maus-tratos.

Veja as pauladas e reflita: http://goo.gl/4tNZAa

Arte: Excerto de “Discontinuity”
Li, Set Byul
2010
Óleo sobre tela
Korean Art Museum Association

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Café com a Oficina: O ridículo PRÉ-conceito

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É dever de todos os gestores (e de cada um de nós) serem vigilantes contra o PRÉ-conceito. O preconceito ocorre, quando previamente à ação, a pessoa é julgada por sua cor, sua orientação sexual, seu gênero, sua condição econômica, sua idade, sua altura, sua gordura, sua magreza, sua nacionalidade…

Inúmeros casos acontecem a cada dia e são tratados sem seriedade, causando dor, raiva ou desânimo aos discriminados.

Os programas humorísticos, de modo geral, ajudam a disseminar estes pensamentos discriminatórios, mas o ambiente de trabalho não deve ser conivente com estas atitudes, que inclusive devem se punidas segundo a lei. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) na Convenção n. 111 de 1958 (isso mesmo, há quase 60 anos), ratificada pelo Brasil em 1968, traz um conceito de discriminação especificamente nas relações de trabalho em seu art. 1º. Esta Convenção define discriminação como:

“[…] distinção, exclusão ou preferência fundada em raça, cor, sexo, religião, opinião política, ascendência nacional, origem social ou outra distinção, exclusão ou preferência especificada pelo Estado-Membro interessado, qualquer que seja sua origem jurídica ou prática e que tenha por fim anular ou alterar a igualdade de oportunidades ou de tratamento no emprego ou profissão”.

Não tenha dúvida que a postura discriminatória, mesmo a dissimulada, altera a igualdade de oportunidades e priva ou dificulta pessoas talentosas de exprimirem e serem reconhecidas por seu real potencial.

Algumas poucas empresas têm tomado atitude séria para prevenir e punir as ações discriminatórias, mas ainda estamos muito longe de um ambiente de trabalho justo para a grande maioria dos brasileiros.

Olhe no espelho e reflita se você tem sido discriminado. Se sim, busque seus direitos sem agressividade desnecessária e sem se confundir com o agressor. Muna-se da legislação e de fatos e dados concretos que o ajudem a mudar a atitude das pessoas e a minimizar a injustiça contra você e contra muitas outras pessoas.

Olhe no espelho e reflita se você tem sido preconceituoso. Se sim, mude (sim, é possível) e você se sentirá uma pessoa muito melhor do que você mesmo era até ontem. Com isso, fará diferença para muitas pessoas e para o resultado de sua empresa e deste abatido país.

Café com a Oficina: Verdade e Compaixão

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Ainda hoje, século XXI adentro, existem pessoas nas empresas que, tendo um cargo alto ou não, gritam e fazem linchamento público de pessoas que os contrariam. Talvez nunca tenham razão na forma como agem, mas empatizando com elas, dá para entender sua raiva e também dá para se compreender porque, essas mesmas pessoas, nunca agem grosseiramente com membros de sua equipe que, diante de perguntas como: “Qual o prazo?”, “Quem pensou isso?”, “Por que foi feito assim?, “Você sabe resolver isso?” e outras perguntas difíceis, assumem a responsabilidade, dizem a verdade e não ficam enrolando por medo de levar bronca. Lidar com pessoas difíceis requer verdade e compaixão.

Café com a Oficina: Ação e comprometimento

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Uma pausa para um bom café faz pensar sobre questões que só uma reflexão ou uma conversa estimulante podem ajudar a resolver. Neste nosso espaço de café, colocamos questões corriqueiras, mas que quando não tratadas podem-se tornar problemas chatos e graves. Neste nosso primeiro café com vocês, relataremos um caso de grande transformação, acompanhe e discuta conosco:

A Oficina de Liderança propôs a um grupo de gestores de vários departamentos que cada um deixasse de pensar nos seus próprios objetivos, metas, orçamento e, por 20 minutos, refletisse exclusivamente no que poderia fazer, de verdade, para outro departamento ser ainda mais bem sucedido em qualquer aspecto relevante mesmo que trouxesse algum impacto, desafio, dificuldade ao seu próprio departamento. Foi o caos instalado na sala. Eles sabiam que aquela era uma proposta, não uma determinação. Eles podiam dizer não. E disseram sim. A apresentação foi um show. Estavam longe de um discurso político. Eram COMPROMISSOS. Aquela diretoria foi muito diferente dali pra frente.