Café com a Oficina: Uma ideia de ouro

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O Japão está planejando a preparação dos Jogos Olímpicos 2020 e está cuidando de que o legado não seja apenas esportivo, mas especialmente o de influenciar para a mudança do pensamento que leve a um mundo melhor.
 
Um exemplo vem vestido de ouro, prata e bronze: Todas as 5.000 medalhas olímpicas e paralímpicas serão feitas, por incrível que possa parecer, de material reciclado. O Comitê Olímpico solicitou que celulares que seriam descartados, sejam doados para que deles sejam extraídas as pequenas quantidades de ouro, prata, platina e níquel e transformadas nos desejados símbolos do esforço e dedicação da vida de atletas e suas equipes. Para isso, será necessário recolher 8 toneladas de metal extraído dos celulares descartados advindos de um milhão de aparelhos doados.
 
Kohei Uchimura, ginasta japonês dono de três ouros em Jogos Olímpicos, declarou: “As medalhas olímpicas e paralímpicas de Tóquio 2020 serão feitas a partir do pensamento e apreço das pessoas em evitar o desperdício. Acredito que há uma mensagem importante nisso para as gerações futuras”.
 
Abranger mais VALOR além de cumprir com perfeição as metas, cuidando de transformar o presente em um futuro que seja melhor é uma possibilidade real, para a qual as belas e recicladas medalhas japonesas nos impulsionam.

Café com a Oficina: O Papagaio de Humboldt

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Não existe certeza se a história deste Papagaio é verdadeira ou não, mas isso aqui não importa e sim uma reflexão, essa muito verdadeira, do próprio naturalista alemão Alexander von Humboldt que dizia que deveria haver “unidade entre a arte e a ciência”.

Mas vamos à história do papagaio: No final do século 18, Humboldt percorreu os territórios ainda desconhecidos dos europeus como Colômbia, Equador, Peru, Cuba e México. Na Venezuela, na selva do rio Orinoco, Humboldt ganhou de presente um papagaio do chefe da tribo indígena Caribe. O bicho falava muito, o tempo todo. Na medida em que foram convivendo, Humboldt percebeu que seu papagaio não falava a língua da tribo Caribe e, sim, o idioma de uma tribo totalmente exterminada anos antes, os Maipuré. Na verdade, o papagaio era o único falante vivo da língua maipuré, extinta junto com a tribo.

Bem, nestes dias a Oficina de Liderança foi convidada por uma empresa sua cliente a participar de um encontro anual que já é feito há oito anos e o Papagaio de Humboldt pode nos ajudar em uma importante reflexão. Esta empresa tem o cuidado de não “exterminar” o conhecimento e vem, ao longo dos anos, realizando um processo de desenvolvimento e não uma série de eventos desconexos ou só para cumprir tabela, Com isso, vem reduzindo desperdícios, aumentando nitidamente o saber instalado e sua capacidade de inovar.

Nos dias atuais, não são muitas as empresas que retém seus colaboradores por muitos anos e, muitas vezes, importantes fatias do conhecimento são jogadas fora sem que ninguém perceba que estão tendo altos custos de reinvenção da roda que não seriam necessários se tivessem cuidado de não deixar exterminar o conhecimento, o saber instalado.

Para utilizar a reflexão de Humboldt, é preciso integrar arte e ciência. Que aprendamos, nas empresas e na vida, a preservar o saber e a história, para então construir com menor esforço e melhores resultados o que ainda está por vir.