Polinizando ideias: A Bauhaus e a “arte utilizável” 

bauhaus

Até o início do século XX, o mundo ocidental fazia uma clara divisão entre as belas artes (tais como a pintura e a escultura) consideradas de nível superior, das artes artesanais e das artes aplicadas a objetos (como a cerâmica, a tecelagem e a marcenaria), que eram consideradas de nível inferior. A escola Bauhaus, fundada em 1925 por Walter Gropius (1883-1969) na cidade de Dessau, Alemanha transformou esta ideia e integrou estas artes, fazendo surgir o moderno conceito de design.

A Bauhaus  seguia o preceito da funcionalidade racional de objetos e das formas habitáveis, usando o lema “A forma segue a função”, o que significa que a forma deve estar a serviço da funcionalidade do objeto ou do espaço e não do capricho pessoal ou de tradições históricas.

O uso de novos materiais pré-fabricados e móveis em aço, sempre funcionais foi uma marca da Bauhaus, que trazia em seus projetos o simples, a geometrização das formas e o predomínio de linhas retas. As paredes deveriam ser lisas, geralmente brancas, abolindo a decoração, que era vista como burguesa. Utilizavam cores neutras como bege, cinza e preto na composição de ambientes. As coberturas das edificações eram planas, transformadas em terraços quando possível. Fachadas possuíam linhas horizontais, sendo frequentemente fechadas em vidro. As janelas eram amplas e havia uma tendência de abolir paredes internas.

O que a Bauhaus queria e realizou, apesar da vida turbulenta de perseguições em meio às duas grandes guerras, era concretizar uma arquitetura moderna que, como a natureza humana, abrangesse a vida em sua totalidade. Seu trabalho se concentrava principalmente em impedir a escravização do homem pela máquina, desenvolvendo objetos e construções que buscavam eliminar as desvantagens da máquina, sem sacrificar nenhuma de suas vantagens reais.

Assim, a arte, que na época era vista como algo reservado para os ricos, algo separado do dia-a-dia, se integrou à vida cotidiana, servindo ao bem comum. Trouxeram a criatividade para a produção em massa, a estética para a funcionalidade. A criatividade virou o meio através do qual a sociedade poderia moldar uma nova realidade.

Suas ideias influenciaram o mundo e chegaram a nossos dias, no design de objetos como os da Apple, em cidades como Brasília, em cadeiras como a Barcelona e em todo o design contemporâneo.

O que movia a Bauhaus era a ideia de que as artes poderiam melhorar significativamente a vida das pessoas e essa ideia, felizmente, é influente até hoje, inclusive em muitos ambientes de trabalho que buscam a arte e o conforto do mobiliário como aliados ao necessário bem estar do trabalhador.

Para saber mais: http://goo.gl/Uw4ZmU

Arte sobre foto: Luminária Christian Dell, Kaiser Idell Model 6631 Luxus

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